sábado, 17 de novembro de 2012

instalações construídas com os mais diversos objetos do cotidiano (embalagens plásticas, tecidos, brinquedos, teclados de computador e materiais descartados em geral) lixo


A ORDEM NO CAOS NA OBRA DE BERNARD PRAS

por  em 15 de nov de 2012 às 13:38
A vida cotidiana nos parece tão banal, e por vezes o mundo a nossa volta se apresenta tão confuso e desordenado, mas basta um olhar sob outra perspectiva.
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Bernard Pras é um artista plástico francês. Nasceu em 1952 na pequena cidade de Roumaziéres-Loubert e descobriu-se pintor ainda na adolescência como alternativa ao seu mau andamento nos estudos, e em 1974 diplomou-se na Escola de Belas Artes de Toulouse.
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Pras inventou a aquagravura, uma técnica de impressão com a qual podia imprimir trabalhos com grandes relevos, para reproduzir obras de diversos artistas. Mas a partir de 1994, ele inicia a criação de instalações construídas com os mais diversos objetos do cotidiano (embalagens plásticas, tecidos, brinquedos, teclados de computador e materiais descartados em geral), materiais que retira da natureza como folhas secas, pedras, galhos, e passa a reinventar retratos de artistas e obras clássicas, personagens de desenhos animados, ícones da história da humanidade, personagens da cultura francesa.
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Bernard Pras usa recursos técnicos muito interessantes da ótica como aperspectiva e a anamorfose, conhecimentos popularizados a partir do Renascimento e muito utilizados nos séculos XVI e XVII para criar jogos visuais ou para esconder retratos por questões políticas ou imagens pornográficas.
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perspectiva é um efeito que permite a representação de formas tridimensionais (objetos, pessoas ou paisagens) em superfícies bidimensionais por meio de regras matemáticas e geométricas de projeção.
anamorfose significa “sem forma” ou “deformado”. É um efeito em que uma imagem irregular ou disforme pode ser vista de maneira regular apenas a partir de um determinado ponto de vista ou com o uso de algum sistema de reflexão, como espelhos cilíndricos, cônicos ou piramidais.
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Sua obra se apresenta primeiro como instalações ou esculturas anamórficas, depois como pintura quando adquirem a característica da bidimensionalidade, e neste momento a partir deste ponto de vista, Bernard Pras registra suas instalações efêmeras na forma de fotografia.
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Qual a intenção de Bernard Pras por trás da sua obra? Certamente surpreender e divertir, mas também refletir sobre a criação de imagens no mundo contemporâneo, envolvendo questões filosóficas, religiosas e culturais.
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“Uma questão que eu quero dividir é a experiência de ter uma primeira visão das coisas e depois perceber que há uma segunda visão. Se o espectador olha minha instalação de lado, pode sentir que existe uma espécie de caos, mas dependendo de seu ponto de vista, ele encontra a ordem. Trata-se de uma problemática da existência humana”, disse o artista.
O mundo pode ser aquilo que cada um percebe, mas às vezes temos que olhar novamente.
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Instalação Salvador Dalí
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Veja mais sobre o artista em: http:

sábado, 3 de novembro de 2012

Futurismo


A METRÓPOLIS DE LANG

por  em 03 de dez de 2012 às 12:05 | 2 comentários
Uma obra futurista ousada, atemporal e que até hoje surpreende pela sua magnitude. Conheça a Metrópolis expressionista de Lang, onde os feitos de seu cineasta são tão grandes quanto os seus arranha-céus.
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Caros leitores, convido-os a embarcarem comigo por uma viagem a fascinante Metrópolis (1927) de Fritz Lang. O ano é 2026, no subsolo da suntuosa cidade-título estão os operários que, privados das visões dos arranha-céus, trabalham incessantemente para garantir que os ricos, que estão logo ali sobre as suas cabeças, na parte de cima da cidade, possam ostentar e gozar de todo o seu poder.
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Bem, o resto da trama pode parecer clichê com a mocinha revolucionária que desperta os interesses amorosos do filho do magnata da cidade, com o pai desolado que tenta pôr fim ao relacionamento e mais uma sucessão de fatos que culminam com o bom (?) e velho “Happy Ending”.
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O que de fato se sobressai na película de Lang, é a magnitude de seus cenários e de suas cenas realizadas em uma época em que quase não existia nenhum recurso tecnológico. Pesam a favor de tal feito, o orçamento relativamente portentoso, os estúdios gigantescos, a estética expressionista, o elenco e a direção coesa.
As filmagens que duraram 9 meses e fizeram uso do impressionante número de 30 mil figurantes(!), deram vida ao primeiro robô da história do cinema, o qual fora parcialmente destruído na cena da fogueira, restando atualmente apenas uma réplica da invenção original. Outra perda, que até hoje desperta a curiosidade de muitos, foi de parte de algumas cenas do filme (cerca de 30 minutos!) que durante anos foram procuradas por vários pesquisadores até serem encontradas em 2008 na Argentina em uma cópia de 16 mm já bastante deteriorada pela crueldade do tempo.
Das “novas cenas” foi possível recuperar muito material que antes só se tinha conhecimento da sua existência em virtude do roteiro do filme e de algumas fotos da época. Recomendo aos interessados em se encantar com este mundo futurista-expressionista que deem preferência à versão mais recente com o total de 148 minutos.
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Se o arrojado projeto visual de Metrópolis é pretexto suficiente para uma longa conversa sobre o tema, o que dizer de Brigitte Helm e de seu diretor? A atriz se desdobra em duas personagens, uma com atuação mais clássica e a outra com gestos mais expressionistas e um olhar vamp. Fritz Lang também não decepciona em sua manipulação dos efeitos de luz e sombra (marca do Expressionismo) e na sua condução do viés político e social do roteiro.
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Certa vez Lang afirmou em uma entrevista a Cahiers du Cinéma (1964) que “ Filmar é o mesmo que tomar uma droga. É um vício que eu adoro. Sem cinema, eu não poderia viver. Amo essa arte que, infelizmente, tornou-se uma indústria na maioria dos países.”
De fato caro Lang, o cinema (ou até mesmo a arte em geral) parece ter perdido um pouco da sua magnitude, ver os nababescos cenários e a ousadia da Metrópolis que vos apresentei hoje me faz refletir se fazer cinema deixou de ser uma arte por excelência para se transmutar em algo volátil e passageiro ou se somos nós que, vivendo no superfície de nossa Metrópolis, nos abstraímos demasiadamente com o trivial.
Confira abaixo o trailer da película.
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Uma invasão extraterrestre na Paris do século XIX



Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres


Os Caravan Palace são uma banda francesa que mistura sons "jazzisticos" com música electrónica num estilo que (os próprios) designam como "Electro Swing".

O seu mais recente videoclip, realizado por Guillaume CassutoUgo Gattoni, e Jeremy Pirespara o tema "Rock It For Me", transporta-nos para a cidade de Paris por alturas da Exposição Universal de 1898.
Perante uma invasão de centenas de discos voadores que ameaçam destruir a cidade, um grupo de engenheiros traça os planos para a construção de uma arma secreta: um robot gigantesco com o poder de disparar pelos olhos poderosos raios mortíferos que destruirão o inimigo.
Apesar de eficaz, o comportamento do gigante metálico (som o efeito do ritmo dos Caravan Palace) é, no mínimo, inesperado.

Eis o vídeo:






Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres

Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres

Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres

Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres

Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres

Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres


Rock It For Me - Paris invadida por extraterrestres
fonte: emptykingdom